domingo, 3 de outubro de 2010

Terra e Liberdade

Hoje para mim é um dia de decepção.

Hoje é um dia de luta.
A candidata Marina da Silva que defende o progresso, uma nova forma de política serve como ponte para o segundo turno. Quem ela favorece?
Os mesmos que privatizaram o país, os mesmos que pregam golpes midiáticos. Todos que ela diz lutar contra. Marina representou o retrocesso. E não a vanguarda que promove, viajando no jato de 50 milhões da natura, gostaria de saber quais suas posições sobre a sustentabilidade enquanto encosta sua cabeça em uma poltrona deste avião que passa bem acima dos problemas reais do país.  
Para uma candidata que se apresenta verde vejo apenas cinza. É uma constatação triste, mas vejo alienação no voto. Marina não oferece propostas, lembro dela falando em tom autoritário “isto é muito grave” devia ser o jargão de sua campanha, a gravidade. Pois para mim é grave quando uma candidata que representa o meio ambiente se posiciona em favor de uma grande empresa e dá as costas para os índios como no caso da Natura na qual foi contra os interesses da população indígena da Amazônia. Para isto não realizou nenhum grande ato. Apenas se absteve ao dizer que a justiça decidiria.

Retirado do blog  Conversa Afiada:
Índios atacam exploração apoiada por Marina
Natura, que tem relações próximas com a senadora, é alvo de ação sob acusação de biopirataria; empresa nega apropriação indevida

Gigante dos cosméticos é suspeita de aproveitar para fins comerciais o fruto do murmuru, de conhecimento tradicional dos ashaninkas
FÁBIO ZANINIENVIA
DO ESPECIAL A RIO BRANCO

Defendida pela senadora Marina Silva (PV-AC), a exploração comercial de um fruto típico do Acre gerou um processo judicial por biopirataria contra a Natura. A gigante do setor de cosméticos tem relações próximas com a pré-candidata do PV a presidente.
A empresa é ré em uma ação do Ministério Público Federal na Justiça Federal do Acre em razão do suposto aproveitamento ilegal do fruto do murmuru, que é usado na produção de xampus e sabonetes.
A acusação é de uso comercial a partir do conhecimento tradicional do fruto pela etnia ashaninka, que vive na fronteira com o Peru.
Em 2001, o murmuru constava de um acervo de plantas do Acre levado por Marina à Natura, para possível exploração econômica. Em 2003, foi assinado um termo de compromisso nesse sentido entre a empresa e o governo do Acre, intermediado pela senadora.
A Natura é considerada exemplo de compromisso com o meio ambiente por Marina. Juntando doações da empresa e de seus diretores, foi a segunda maior contribuinte da última campanha da senadora, em 2002, com R$ 30 mil. Seu presidente, Guilherme Leal, é mencionado como possível vice na provável chapa de Marina em 2010. A maior doadora foi a Pirelli, com R$ 50 mil.
Em agosto de 2007, a Procuradoria entrou com ação contra a Natura e mais duas empresas de cosméticos, em nome dos índios, cobrando compensação financeira. “A Natura, embora negue, acessou conhecimento tradicional sobre o murmuru. [...] Não é digno de crença que, como gigante do ramo, não tivesse obtido dados a partir dos resultados das pesquisas junto aos ashaninkas”, diz a ação.

“Uso indireto”
A base legal da ação é a medida provisória 2.186, de 2001, que assegura às comunidades indígenas “benefícios pela exploração econômica por terceiros, direta ou indiretamente, de conhecimento tradicional”.
No caso, a Natura é acusada de “uso indireto”, uma vez que o conhecimento teria sido repassado por um pesquisador que trabalhou com os ashaninkas nos anos 1990.
A empresa diz que teve acesso ao princípio ativo do murmuru na “vasta literatura científica” sobre o tema. A Procuradoria rebate que essa literatura baseou-se nas tradições dos ashaninkas, o que não isentaria a empresa de pagar pelo uso.
“Se você entrar na floresta procurando a esmo plantas, vai passar um século até achar algo. É evidente que foi pelo conhecimento dos ashaninka que se chegou ao murmuru”, diz o procurador Anselmo Lopes.
A promotoria pede que os réus paguem 50% dos lucros obtidos com a venda dos produtos à base de murmuru como compensação. Ainda não há data para o julgamento do caso.”


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